Balada do adeus

Leve seu riso...sua boca com cheiro de verdes goiabas...
Esqueça o caminho do meu corpo...esqueça as madrugadas...
Leve suas mãos...em meu quadril tatuadas...
Esqueça, menino, minha cintura já desajeitada...
E vá...
Enquanto ainda tenho encantos...
Enquanto ainda existem acalantos...
Vá..Enquanto, sereno, dorme em meus seios...
Enquanto nos abraçamos sem receios...
Vá...
Seu corpo nú, calmo está...
Meu corpo nú, te desenhando...
Eis o momento...é agora...vá...
Vá..
Não volte nunca mais..meu corpo irá se fechar...
Para qualquer palavra...qualquer gesto de amar...
Vá..Nossa história precisa findar...
Não podemos...não devemos...nos machucar...
Vá...
Guarde ou jogue fora...
As lembranças deste amar...
Por ora não sei como será...Nem como você reagirá...
Mas vá...
Acorde de mim...
Tome seu café...
Siga com fé...
Não será de todo ruim...
Vá!!!
É um adeus...é um fim...Vá !...
Ana Karênina
(foto:Frephoto.com)
Publicado no Recanto das Letras em 02/06/2007 Código do texto: T510574
Publicado no Recanto das Letras em 02/06/2007 Código do texto: T510574
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1 Comentários:
Henrique, nos trazes outra poesia lindíssima. Para a autora, Ana Karenina, meus sinceros parabéns... É preciso muita coragem, força e sensatez para propor tal adeus. Conservar e partir sem ter que chegar a última gota sao atitudes de poucos, muito poucos...
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