desVentura

Inunda meus dias com dolência.
Quando lúbrica, a alma estremece
tardia e brota em sua inocência
o casto olhar que se esmorece.
Chora o vento e soluça
sem fim na janela do meu peito
O orvalho emudece, debruça
indolente sobre meu leito
E o corpo se banha da noite
desnudo, inerte... cravado
no breu, no pressentido açoite
e derrama em vagas de saudade
do amor ardente, do amado,
E verte em pranto a eternidade.
Palas

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