Sentinela de Sal

(Vontade de ser barco ou de cantar.)

segunda-feira, 21 de maio de 2007

desVentura

by Alain Daussin
Inunda meus dias com dolência.
Quando lúbrica, a alma estremece
tardia e brota em sua inocência
o casto olhar que se esmorece.

Chora o vento e soluça
sem fim na janela do meu peito
O orvalho emudece, debruça
indolente sobre meu leito

E o corpo se banha da noite
desnudo, inerte... cravado
no breu, no pressentido açoite

e derrama em vagas de saudade
do amor ardente, do amado,
E verte em pranto a eternidade.

Palas


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