Vagas
Flutua a noite na imensidão
calada. Tão doce e inocente
como o beijo da inspiração
a roçar a fronte, ternamente
Vem! despe a chama do meu olhar
A embeber o infinito, o meu canto
entrecortado - Vem, anjo do mar!
Despe a noite co'a luz do teu manto
A pousar em castas vestes o teu ardor
Tem flamante o peito, a alma a sussurrar
-A fúria das vagas- derrama o amor!
Rompendo espaços, luares fecundos
Nas convulsões de minh'alma, ergue o olhar
Imenso! ardente, arfante... profundo.
Palas

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