Sentinela de Sal

(Vontade de ser barco ou de cantar.)

domingo, 6 de maio de 2007
















Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,

Não respondas às urgentes
Perguntas que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.



Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer enquanto
O nosso amor durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...



Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada...

-Miguel Torga-

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