Alento

Quando vieres nas vagas sonhando
te serei bruma de encanto suave
nesta súplica de olhar fecundo
em véu que a noite o teu corpo envolve.
Alento do meu viver soluçante...
Roufenho grito que d'alma ecoa
desferindo flama no horizonte:
as lágrimas que o coração entoa.
Desmaiam primaveras nos meus sonhos
e a flor que guardo no peito se apaga.
Ah! soledade... desventura amarga.
Dentro do peito o roçar do teu beijo
repousa... e me despe a fronte: o desejo
entre flores, no alento dos meus anos.
Palas
te serei bruma de encanto suave
nesta súplica de olhar fecundo
em véu que a noite o teu corpo envolve.
Alento do meu viver soluçante...
Roufenho grito que d'alma ecoa
desferindo flama no horizonte:
as lágrimas que o coração entoa.
Desmaiam primaveras nos meus sonhos
e a flor que guardo no peito se apaga.
Ah! soledade... desventura amarga.
Dentro do peito o roçar do teu beijo
repousa... e me despe a fronte: o desejo
entre flores, no alento dos meus anos.
Palas

1 Comentários:
Palas, que poema bonito...
" as lágrimas que o coração entoa ", achei um espanto, bem como " dentro do peito o roçar do teu beijo repousa...". Fico contente que Deisi tenha uma companheira á sua altura, para este blog.
Ando meio atarefado, mas vou colaborar tudo o que puder. Valeu !
Beijinho, nova amiga.
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