Sentinela de Sal

(Vontade de ser barco ou de cantar.)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Para que tu vivas...


Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto

Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas

Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas

Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
De memória.

Porque assim é preciso
Para que tu vivas.

-Hilda Hilst-

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