Para que tu vivas...

Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto
Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas
Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas
Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
De memória.
Porque assim é preciso
Para que tu vivas.
-Hilda Hilst-
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto
Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas
Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas
Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
De memória.
Porque assim é preciso
Para que tu vivas.
-Hilda Hilst-

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