Sentinela de Sal

(Vontade de ser barco ou de cantar.)

terça-feira, 17 de julho de 2007

A voz

Da tua voz
o corpo
o tempo vencido

os dedos que me
vogam
nos cabelos

e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los…

Meu amor
que cuartos na memoria
nao ocupamos nós
se nao partimos…

mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços
que nao sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nesta mansa certeza que nao vens.




-Maria Teresa Horta-

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