Chuva
Todo o dia a chuva ocultou
o teu rosto.
Fechava os olhos para te ver.
À minha frente um ceu de abril
trazido pelo teu riso
miúdo ou pelo trigo grao a grao.
Só de olhos fechados vejo
a cidade
onde te perco com eles abertos.
Assim adormeço - a chuva
acesa em lugar de teu rosto.
- Eugénio de Andrade -

1 Comentários:
velhos amigos abandonados, reunidos em comício, exigem notícias da poetisa indiferente ás suas modestas existências...
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