Sentinela de Sal

(Vontade de ser barco ou de cantar.)

domingo, 26 de agosto de 2007

Chuva

Todo o dia a chuva ocultou
o teu rosto.
Fechava os olhos para te ver.
À minha frente um ceu de abril
trazido pelo teu riso
miúdo ou pelo trigo grao a grao.
Só de olhos fechados vejo
a cidade
onde te perco com eles abertos.
Assim adormeço - a chuva
acesa em lugar de teu rosto.

- Eugénio de Andrade -

1 Comentários:

Às 27 de agosto de 2007 às 16:35 , Blogger Henrique disse...

velhos amigos abandonados, reunidos em comício, exigem notícias da poetisa indiferente ás suas modestas existências...

 

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